A morte súbita do pequeno Theo Henrique Schimidt, de apenas um ano, ocorrida no último sábado (15/11), gerou revolta e virou caso de polícia em Novo Gama - GO. O pai da criança procurou a Delegacia de Polícia Civil para registrar um Boletim de Ocorrência, denunciando caso como omissão de socorro.
A denúncia da família se baseia na conduta médica adotada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h do Lago Azul, onde a criança foi atendida, liberada e, poucas horas depois, retornou já em estado gravíssimo.
De "gases" ao óbito em menos de 6 horas
Documentos médicos obtidos pelo Entorno News revelam a cronologia dos fatos que terminaram em tragédia.
O primeiro atendimento (08h17): A mãe levou Theo à UPA relatando que o filho chorava muito e apresentava fezes endurecidas e dores desde a madrugada. No exame físico, a equipe médica notou o abdome distendido e doloroso. Foi realizado um Raio-X, e o relatório médico concluiu que o quadro era compatível com "constipação", descartando, naquele momento, sinais visíveis de obstrução grave.
A criança foi medicada na unidade para dor e liberada por volta das 09h30. A prescrição para casa foi de medicamentos básicos para o funcionamento do intestino: lactulose, óleo mineral e simeticona (para gases).
O retorno e o falecimento de Theo (13h12): Menos de quatro horas após a alta, a família voltou desesperada à UPA. Segundo o prontuário de emergência, Theo deu entrada trazido pelos familiares já em parada cardiorrespiratória, inconsciente e com a pele arroxeada.
Segundo o relatório, a equipe de emergência tentou reanimar a criança por 45 minutos, realizando intubação e aplicando adrenalina. Theo foi transferido às pressas para o Hospital Regional de Santa Maria (DF), mas o óbito foi confirmado às 14h50.
O que diz o Atestado de Óbito
A indignação da família aumentou após o recebimento da documentação do óbito. Enquanto a criança foi tratada na UPA para um quadro simples de prisão de ventre, o laudo cadavérico apontou como causas da morte:
- Choque séptico (infecção generalizada que leva à falência dos órgãos);
- Obstrução intestinal.
Diante das informações do Atestado de Óbito, os familiares questionam se a gravidade do caso foi subestimada no primeiro atendimento e se a realização de exames mais detalhados, como uma ultrassonografia ou exames de sangue, poderia ter mudado o destino de Theo.
Caso na polícia
No Boletim de Ocorrência, o pai, Aurielerson Schimidt, relata que a criança "gritava de dor na altura do estômago" antes de ser levada à unidade. O registro policial formaliza a queixa da família, que busca entender se houve negligência ou imperícia na avaliação clínica que liberou a criança para casa horas antes do falecimento.
O caso agora está sob conhecimento das autoridades policiais de Novo Gama.
Comentários: