Na manhã desta quarta-feira (09/04), o Sindicato dos Professores (Sinpro-NG) promoveu uma paralisação acompanhada de Assembleia Geral em frente à sede da Prefeitura de Novo Gama, em Goiás. O ato contou com a presença de cerca de 200 educadores, entre professores efetivos, aprovados em concurso público e integrantes do cadastro de reserva.
O principal motivo do protesto foi a cobrança ao prefeito Carlinhos do Mangão pelo não pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério, direito garantido por lei federal. Durante o ato, a gestão municipal foi duramente criticada por não cumprir a legislação que estabelece o valor mínimo a ser pago aos profissionais da educação básica.
O Piso Nacional dos Professores é o menor valor que um professor da rede pública deve receber por uma jornada de 40 horas semanais. Estabelecido pela Lei Federal nº 11.738/2008, o piso é reajustado anualmente pelo Governo Federal, servindo como referência obrigatória para estados e municípios. Em 2025, o valor estipulado foi de R$ 4.867,77.
De acordo com os manifestantes, Novo Gama é a única cidade do Entorno do Distrito Federal que ainda não implementou o pagamento integral do piso nacional aos seus docentes.
Além da reivindicação salarial, os educadores também cobraram da Prefeitura a nomeação imediata dos professores aprovados no último concurso público e daqueles que integram o cadastro de reserva. A categoria denuncia a precariedade no quadro atual de professores efetivos e aponta a necessidade urgente de novas contratações para garantir a qualidade do ensino nas escolas do município.
Os representantes do Sinpro-NG informaram que novas mobilizações não estão descartadas, caso a gestão municipal não apresente respostas concretas às demandas da categoria.
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