O Sindicato dos Professores do Município de Novo Gama (SINPRO-NG) anunciou uma paralisação da categoria para o dia 9 de abril. De acordo com edital divulgado pela entidade, a mobilização ocorre em razão do não pagamento do piso salarial nacional do magistério, além de outras reivindicações relacionadas à valorização dos docentes da rede municipal de ensino.
Entre as principais demandas estão a atualização do piso salarial de R$ 4.250,00 para R$ 4.867,77, conforme determina a Lei Complementar nº 11.738/2008, a convocação imediata dos professores aprovados em concurso para suprir a defasagem no quadro de profissionais e a reformulação do Plano de Cargos e Salários.
Procurado pelo Entorno News, o presidente do SINPRO-NG, professor Francisco de Assis Soares Lima, afirmou que a principal reivindicação da categoria é o cumprimento do piso salarial.
“Prefeito, cumpra o piso! O piso salarial do professor é inegociável”, declarou.
Segundo ele, Novo Gama é o único município do Entorno que ainda não paga o valor mínimo estabelecido nacionalmente, o que compromete a qualidade de vida dos profissionais e, consequentemente, a educação municipal.
O representante sindical também criticou a administração municipal, alegando que tem adotado medidas que precarizam as condições de trabalho dos docentes.
“O governo municipal de Novo Gama tem demonstrado desrespeito com os trabalhadores, adotando políticas que promovem a precarização do trabalho e o arrocho salarial. Pressão por resultado, baixos salários, falta de profissionais, péssimas condições de trabalho”, afirmou.
Além das questões salariais, os professores também reivindicam auxílio-alimentação equiparado ao dos servidores da Câmara Legislativa de Novo Gama, descontos no auxílio-transporte, reestruturação do decreto que regula serviços médicos da FASPNG e um cronograma para pagamento de precatórios da categoria.
A paralisação está marcada para acontecer em frente à Prefeitura Municipal de Novo Gama, a partir das 8h45, com assembleia geral extraordinária para deliberação sobre os encaminhamentos da mobilização. Até o momento, a Prefeitura não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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