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Quarta-feira, 29 de Abril de 2026

Novo Gama

Ofício confirma rombo no INSS durante gestão de Paulo Jordão como presidente da Câmara Municipal de Novo Gama

Câmara de Novo Gama reconhece oficialmente que gestão de Paulo Jordão não repassou valores previdenciários em 2024.

Brendon Pereira
Por Brendon Pereira
Ofício confirma rombo no INSS durante gestão de Paulo Jordão como presidente da Câmara Municipal de Novo Gama
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A recente nomeação do vereador Paulo Sérgio Moreira Júnior, conhecido como Paulo Jordão, para o cargo de Secretário Municipal de Habitação de Novo Gama (GO), feita pelo prefeito Carlinhos do Mangão, acaba de ganhar novos episódios.

De acordo com ofício assinado pelo atual presidente da Câmara Municipal, Marcos Oliveira, e enviado à imprensa nesta segunda-feira (7/4), foi oficialmente reconhecido que a gestão de Paulo Jordão em 2024 deixou de realizar os repasses previdenciários ao INSS referentes às competências de novembro, dezembro e o 13º salário do ano passado.

“Por motivos ainda não totalmente esclarecidos e que estão sendo levantados, [a presidência anterior] deixou de realizar os repasses de natureza previdenciária”, diz o documento.

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A irregularidade envolve recursos que deveriam ser destinados à Previdência dos servidores da Câmara — e que, segundo o ofício, ainda não foram regularizados até o momento. 

Fontes apontam possível desvio

Fontes ouvidas com exclusividade pelo Entorno News afirmaram que, nos bastidores políticos da cidade, há comentários de que parte dos valores que deixaram de ser repassados teria sido transferida para a conta pessoal de um dos assessores de confiança de Paulo Jordão à época em que ele presidia a Câmara.

A informação ainda está sendo apurada e não há confirmação oficial até o momento. No entanto, o rumor circula tanto entre aliados do governo quanto entre vereadores de oposição, o que aumenta a pressão por uma investigação mais profunda sobre o destino desses recursos.

Nomeação levanta suspeitas

A nomeação de Paulo Jordão para o primeiro escalão do governo Mangão ocorreu no dia 02 de abril — poucos dias antes da revelação pública do caso. A coincidência levanta questionamentos: o prefeito já sabia da irregularidade quando decidiu nomeá-lo secretário? Seria a nomeação uma forma de retirar Jordão do foco de uma possível investigação legislativa?

A decisão de afastar Paulo Jordão da Câmara também abriu espaço para o suplente Julio Cesar (PL), o que pode alterar as dinâmicas internas do Legislativo justamente em meio às discussões sobre transparência e responsabilidade fiscal.

FONTE/CRÉDITOS: Por Brendon Pereira, Entorno News
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Brendon Pereira

Repórter no portal Entorno News, graduado em Gestão Pública, estudante de Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

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