A delegada Amanda Souza, da Polícia Civil de Belém, relembrou o trauma de ter perdido os dois filhos após o ex-companheiro cometer o crime em julho de 2023. O relato voltou à tona após um caso semelhante ocorrido recentemente em Itumbiara, reacendendo o debate sobre violência vicária no país.
Segundo a delegada, o relacionamento chegou ao fim em dezembro de 2022, após episódios constantes de ciúme e comportamento considerado abusivo. Ela decidiu encerrar a relação ao perceber que a situação estava se agravando e não havia mais condições de continuar. Veja o vídeo:
Meses depois, em 10 de julho de 2023, a rotina da delegada mudou drasticamente. Pela manhã, ela recebeu uma mensagem do ex-companheiro afirmando que o futuro dela seria marcado por tristeza e solidão.
Já no período da tarde, durante uma ligação telefônica, ele afirmou ter matado as duas crianças, crime que marcou profundamente a vida da mãe e se tornou um exemplo extremo de violência vicária — quando o agressor atinge pessoas próximas com o objetivo de causar sofrimento emocional à mulher.

Caso semelhante em Goiás
O relato ganhou ainda mais repercussão após o episódio ocorrido em Itumbiara, quando o então secretário de Governo Thales Machado atirou contra os dois filhos dentro da residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida.
Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes de receber atendimento médico. O irmão mais novo, de 8 anos, chegou a ser socorrido em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos horas depois.
Alerta sobre violência vicária
Especialistas apontam que a violência vicária ainda é pouco discutida e carece de dados oficiais consolidados no Brasil, o que dificulta a criação de políticas públicas específicas de prevenção.
Ao compartilhar sua história, Amanda busca alertar outras mulheres sobre sinais de relacionamentos abusivos e a importância de procurar apoio diante de comportamentos de controle e ameaça.
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